Obs: corrigi um erro na questão 15
Pessoal, vou postar agora os recursos para a prova do STN. Vou postar só no meu blog, porque estou com muita pressa (tenho que viajar daqui a pouco) e a plataforma aqui do blog me permite uma edição mais rápida (pois faço tudo em word).
Vamos lá (prova de gabarito 1):
14) Seja X uma variável aleatória contínua com função densidade:


Desse modo, a probabilidade de x estar no intervalo (0<x<1) é igual aa:
a) 1/3
b) 1/12
c) 2/5
d) 1/6
e) 1/4
Recurso:
A banca apontou como gabarito a letra “E”. Contudo, como se demonstra abaixo, a resposta deveria ser letra “D”.
A probabilidade da variável aleatória assumir valores entre 0 e 3 é de 100%. Logo:





A probabilidade de a variável aleatória assumir valores entre 0 e 1 fica:


Portanto, solicita-se troca de gabarito, da letra E para a letra D.
15) Para um trabalho de avaliação de políticas econômicas, foram coletados dados de algumas empresas industriais. A seguir, a tabela de contingência apresenta os dados coletados na amostra e classificados segundo o grupo industrial ─ Ga, Gb, Gc e Gd ─, e segundo a posição dos respectivos retornos sobre o capital próprio (RCP) ─ se maior ou menor do que o retorno médio de capital próprio (RCP) obtido na amostra.

Com base nestas informações, e selecionando-se, ao acaso, uma empresa, então:
a) a probabilidade de a empresa selecionada ser do grupo Gc ou apresentar
é igual a 5 %.
b) a probabilidade de a empresa selecionada ser do grupo Ga é igual a 45%.
c) sabendo-se que a empresa selecionada é do grupo Gb, então a probabilidade de a empresa apresentar
é igual a 10 %.
d) a probabilidade de a empresa selecionada apresentar
é igual a 15%.
e) a probabilidade de a empresa selecionada ser do grupo Gc e apresentar
é igual a 33,33 %.
Recurso:
A banca deu como gabarito a letra “E”.
Contudo, essa alternativa também está incorreta. A alternativa aborda a probabilidade de a empresa ser do grupo Gc e ter retorno menor que a média. Estão nessa situação 10 empresas, conforme indicado na tabela.
Nosso espaço amostral é composto por todas as 100 empresas que constam da tabela. Logo, a probabilidade, dada pelo número de elementos do evento (=10) dividido pelo número de elementos do espaço amostral (100), fica:

A probabilidade é de 10%, e não de 33,33%, como afirmado.
Para se chegar aos 33,33%, deveríamos assumir que o enunciado se refere à probabilidade condicional de ter retorno menor que a média, dado que a empresa é do grupo Gc. Mas tal condição em momento algum foi dada no enunciado. Não há nenhuma informação que nos remeta a tal probabilidade condicional.
Deste modo, solicita-se anulação da questão, por ausência de alternativa correta.
3) As variáveis X, Y, Z, P e Q podem assumir os valores x1, y2, z3, p4, q5.
Sabe-se que X = x1 ou Y = y2. Se Z = z3 , então P = p4. Se P ≠ p4, então Y ≠ y2. X ≠ x1 e Q ≠ q5.
A partir disso, e sabendo que todas as afi rmações são verdadeiras, pode-se, com certeza, concluir que:
a) Y = y2 e P = p4
b) X = x1 e Y = y2
c) P = p4 e X = x1
d) X ≠ x1 e Y = y2
e) Z ≠ z3 e P = p4
Recurso: Solicita-se a anulação da questão por conter duas respostas corretas. A banca deu como gabarito a letra “A”, que de fato é correta.
No entanto, a alternativa “D” também está correta, como se demonstra a seguir.
Vamos dar nomes às proposições simples
x: X = x1
y: Y= y2
z: Z=z3
p: P=p4
q: Q = q5
As premissas nos dizem que:




A quinta premissa é composta pela conjunção. Para que seja verdadeira, as duas proposições simples devem ser verdadeiras. Portanto:


Se tais proposições são verdadeiras, suas negações são falsas:


A primeira premissa é:
![clip_image029[1] clip_image029[1]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_tTMuHkynK4mKuey7Qq-KP0NTr1WdntcS74TLRBT7kc2Uf0tf6QwTDovELVD0I0QB_rwDVFpsCTZWMmtTlWHDvbHLshLbWKWkCKtHqRHJ0nUJa0nlZK2WTvyfiS6LqqpHIqMQbHAdhnSog59dlzh61VKzI=s0-d)
Uma proposição composta pela disjunção só é verdadeira se pelo menos uma das proposições simples for verdadeira. Já sabemos que a primeira proposição (x) é falsa
Logo, a segunda proposição tem que ser verdadeira, para garantir que tal premissa seja também verdadeira. Assim:

A terceira premissa nos diz que:
![clip_image033[1] clip_image033[1]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_vmsZRLADLIyH2Khvbg9MZhuPleN_q6-SRqTJ74oCKWnQDzVrFp14X-4smQSxMZP0dRr-AtVddIth4V4uhkcla93FYSJKzvdW_YPlZ5uYtJ2YtMkCDLlhTZn3Rj6U21LQyA3UGh6S32Edf6oKMpj8F6iUk=s0-d)
Podemos aplicar a equivalência lógica:

Obtivemos um segundo condicional, em que o antecedente (y) é V. Isso é condição suficiente para que “p” também seja verdadeiro. Logo:

A premissa faltante é:
![clip_image031[1] clip_image031[1]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_vytvdFR2MaoWvktoE9WB-v4DWZJjxvMPDWJZBuDiRuJ3sBelVbwe_fMwcpLALDSWIR4OV0QE1rdJZr0VgylAp5S0AqjFtpimEpP6s14g-quZCq2HS6ezXWra2jFOicW9IEIL5N2TgvnI-iHSiaOroca94=s0-d)
Trata-se de um condicional em que o consequente é verdadeiro. Isso já garante condicional verdadeiro, independente do valor lógico do antecedente. Logo, nada podemos afirmar sobre “z”.
Resumindo, concluímos que:
x: Falso
y: Verdadeiro
z: nada concluimos
q: Falso
p: Verdadeiro
A alternativa D afirma que
X ≠ x1: proposição “x” é falsa. Está correto, conforme vimos acima
Y = y2: proposição “y” verdadeira. Também está correto.
Assim, como a alternativa D também está correta, solicita-se anulação da questão.