terça-feira, 21 de abril de 2015
Petrobras 2014 - questão 29
sábado, 10 de janeiro de 2015
Petrobras 2014 - questão 27
Em um determinado período, a probabilidade de a inflação aumentar é 0,9, a probabilidade de a taxa referencial de juros aumentar, dado que a inflação aumenta, é 0,6 e a probabilidade de a taxa referencial de juros aumentar, dado que não ocorreu aumento na taxa de inflação, é 0,2.
A probabilidade de que ocorra aumento da taxa de inflação ou aumento da taxa referencial de juros é
(A) 0,10
(B) 0,50
(C) 0,54
(D) 0,92
(E) 0,96
Vou chamar de "A" o evento que ocorre quando a inflação aumenta. Vou chamar de "B" o evento que ocorre quando a taxa referencial de juros aumenta.
O exercício nos deu as seguintes informações:
1ª solução: abordagem frequentista da probabilidade.
Considere que estejamos diante de 1.000 cenários. Em 90% deles a inflação aumenta, respeitando P(A)=0,9. Ou seja,
- em 900 cenários a inflação aumenta
- em 100 cenários a inflação não aumenta
Nos casos em que a inflação não aumenta, a chance de aumento na taxa de juros é 20%. Assim, em
em 20 cenários temos aumento na taxa de juros, sem aumento de inflação.
A questão pede os casos em que temos ao menos uma das duas coisas ocorrendo: aumento da inflação, ou aumento na taxa de juros.
Em negrito temos os casos que atendem a este quesito: 900 casos de inflação aumentando + 20 casos de taxa de juros aumentando, ainda que sem aumento da inflação = total de 920 casos.
Se temos 920 casos favoráveis em 1.000 possíveis, então a probabilidade procurada é de:
Gabarito: D
2ª solução: usando as fórmulas da probabilidade.
Primeiro começamos calculando P(B), por meio da fórmula da probabilidade total:
Agora calculamos a probabilidade da intersecção entre A e B:
Agora aplicamos a fórmula da probabilidade da união:
Gabarito: D
sábado, 3 de janeiro de 2015
Petrobras 2014 - parte 4
Considere o universo de doze signos zodiacais. Em um grupo de quatro pessoas, a probabilidade de elas serem regidas por exatamente dois signos é
a) 77/1728
b) 88/1728
c) 154/1728
d) 172/1728
e) 176/1728
Casos possíveis
Vamos chamar as pessoas de A, B, C e D. Para cada uma delas temos 12 signos possíveis. Assim, o número total de maneiras de atribuirmos signos a A, B, C e D será:
Casos favoráveis
São favoráveis os casos em que temos apenas dois signos presentes.
Para que isso ocorra, vamos dividir o processo de atribuição de signos em duas partes:
- escolhemos exatamente dois dos signos
- atribuímos estes signos às 4 pessoas
- uma única pessoa em Gêmeos. Há 4 formas de fazer isso: A, B, C, D
- ou então podemos colocar exatamente duas pessoas em Gêmeos. Há C(4,2) = 6 formas de fazer isso.
- ou então podemos colocar exatamente três pessoas em Gêmeos. Há C(4,3)=4 formas de fazer isso
Probabilidade
Para calcular a probabilidade basta dividir número de casos favoráveis pelo número de casos possíveis:
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Questão 17 do TCE/RS
Olá!
Um aluno do TEC Concursos pediu a resolução das questões 7,9, 17,18, 21, 22, 23, 24,25, 27, 29, 30 do concurso do TCE/RS, para possível ingresso de recursos.
Vamos lá, vamos às questões. Neste post vamos com a questão 17, na qual concordei com o gabarito da banca. Segue resolução
Questão 17: Um estudo, realizado em determinado órgão público, teve como objetivo estudar a correlação entre duas variáveis: X representando os salários dos funcionários do órgão e Y representando a categoria funcional dos funcionários do órgão. Para X foram consideradas 3 faixas salariais a saber: A, B e C, respectivamente, dos funcionários que ganham mais do que 10 salários mínimos (SM), entre 10 SM (inclusive) e 5 SM (inclusive) e menos do que 5 SM. Para Y foram consideradas duas categorias: TNM e TNS, respectivamente, técnicos de nível médio e técnicos de nível superior. Os resultados do estudo foram:
I. 20%, 50% e 30%, respectivamente, dos funcionários pertenciam às faixas salariais A, B e C.
II. 40% e 60%, respectivamente, pertenciam às categorias TNM e TNS.
III. 80% dos funcionários da faixa salarial A eram TNS e 60% dos funcionários da faixa salarial C eram TNM.
Um funcionário é selecionado ao acaso dentre todos os funcionários do órgão. A probabilidade de ele ser TNM ou pertencer à faixa salarial B é igual a
(A) 72%
(B) 45%
(C) 64%
(D) 68%
(E) 90%
Resolução:
Vamos jogar valores. Suponha que sejam 1.000 funcionários, sendo 200 na faixa A, 500 na faixa B e 300 na faixa C, respeitando os percentuais de 20%, 50% e 30% fornecidos no item I.
400 pertencem à categoria TNM e 600 pertencem à categoria TNS, respeitando os percentuais dados no item II:
80% dos 200 funcionários da faixa A são TNS:
60% dos funcionários da faixa C são TNM:
As demais células são calculadas por diferença:
Foi pedida a chance de selecionarmos uma pessoa ao acaso e ela ser TNM ou da faixa B. Os casos favoráveis são os destacados em vermelho acima:
São 720 casos favoráveis em 1.000 possíveis. A probabilidade fica:
Gabarito: A
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Bacen 2013–questão 68–área 3
Olá pessoal!
Como já falei em artigo anterior (http://www.tecconcursos.com.br/artigos/gabarito-definitivo-do-bacen), no meu entendimento, o gabarito definitivo do Bacen veio com alguns erros. Já fiz críticas à questão que achei mais grave, que foi uma de RLQ. E farei as demais assim que o concurso for cadastrado no TecConcursos e eu for comentar as provas.
Enquanto isso, o Rodolfo, participante do meu blog (exatasparaconcursos.wordpress.com), pediu que eu comentasse a questão 68 da área 3.
Segue enunciado:
(Cespe) Considerando que um investidor obtenha retornos diários iguais a R$ 10,00, R$ 50,00 ou R$ 100,00 com probabilidades iguais a 0,70, 0,25 e 0,05, respectivamente, julgue os itens subsequentes
68. Se o retorno diário de R$10,00 e de R$ 100,00 forem eventos independentes, então a probabilidade de se obter retorno diário igual a R$10,00 ou R$ 100,00 é maior que 73%
Comentários:
Primeiro vamos resolver a questão da maneira correta, considerando estritamente as informações dadas no item, ou seja, considerando que P(X=10) e P(X=100) são eventos independentes, exatamente como dito pela questão.
Dois eventos são independentes se, e somente se, a probabilidade da intersecção é igual ao produto das probabilidades individuais:
A probabilidade da união é dada por:
A probabilidade da união não é maior que 73%. ITEM ERRADO.
Esta é a solução correta. O problema é que, no gabarito definitivo, a banca inverteu o gabarito, dizendo que o item estaria “CORRETO”.
O grande detalhe é o seguinte. Não faz o menor sentido afirmar que X = 10 e X = 100 são eventos independentes. Isto porque não dá para um título ter retorno diário de 10 e, ao mesmo tempo, ter retorno diário de 100. É impossível que ambos ocorram simultaneamente. Oras, se a probabilidade da intersecção é nula, então ela é diferente do produto das probabilidades. Portanto, na realidade, os eventos não são independentes.
Dois eventos são mutuamente excludentes quando a probabilidade da intersecção é nula. Disto resulta que a probabilidade da união corresponde à soma das probabilidades:
Aí sim, obtemos um valor maior que 0,73, e marcaríamos “item correto”.
domingo, 15 de setembro de 2013
Teorema de Bayes–FCC 2007
Hoje respondo a uma dúvida da Ianna, aluna do meu curso de Estatística para o Bacen.
A dúvida é sobre a questão abaixo, que trata do Teorema de Byes.
Apesar de a questão poder ser resolvida com a aplicação direta deste teorema, vou optar por usar a abordagem frequentista da probabilidade.
(FCC - TRF 2ª Região 2007)
Um teste laboratorial de sangue é 95% efetivo para detectar uma certa doença, quando ela está presente. Entretanto, o teste também resulta em falso positivo para 1% das pessoas saudáveis testadas. Se 0,5% da população realmente tem a doença, a probabilidade de uma pessoa ter a doença, dado que o resultado do teste é positivo, é:
a) 0,9
b) 0,8
c) 0,4
d) 0,35
e) 0,32
Resolução:
Vamos supor que a população tem 100.000 habitantes. Para obedecer às condições do enunciado, temos o seguinte quadro:
0,5% da população tem a doença.
São 500 doentes.
O teste detecta a doença em 95% dos casos (ele é 95% efetivo na detecção)
Logo:
- 475 pacientes têm a doença e o exame dá positivo
- Os outros 25 pacientes que têm a doença terão exame negativo
O restante da população é saudável:
São 99.500 saudáveis.
Em 1% destes casos o teste dá falso positivo
São 995 saudáveis com teste positivo
Os demais são saudáveis com teste negativo:
Resumindo:
- 475 pacientes têm a doença e o exame dá positivo
- 25 pacientes têm a doença e o exame dá negativo
- 98.505 pacientes não têm a doença e o exame dá negativo
- 995 pacientes não têm a doença e o exame dá positivo
Estamos interessados nos casos em que a pessoa tem a doença. Os casos favoráveis são:
- 475 pacientes têm a doença e o exame dá positivo
- 25 pacientes têm a doença e o exame dá negativo
E foi dada uma condição. A condição é o exame ter dado positivo. Vamos rever nossos casos possíveis e favoráveis.
Casos possíveis:
- 475 pacientes têm a doença e o exame dá positivo
-
25 pacientes têm a doença e o exame dá negativo -
98.505 pacientes não têm a doença e o exame dá negativo - 995 pacientes não têm a doença e o exame dá positivo
Casos favoráveis:
- 475 pacientes têm a doença e o exame dá positivo
-
25 pacientes têm a doença e o exame dá negativo
A probabilidade fica:
Gabarito: E.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Resolução da prova de RLQ EPPGG 2013–questão 36
36- Um jogo consiste em jogar uma moeda viciada cuja probabilidade de ocorrer coroa é igual a 1/6.
Se ocorrer cara, seleciona-se, ao acaso, um número z do conjunto Z dado pelo intervalo
Se ocorrer coroa, seleciona-se, ao acaso, um número p do intervalo
em que N representa o conjunto dos números naturais. Maria lança uma moeda e observa o resultado. Após verificar o resultado, Maria retira, aleatoriamente, um número do conjunto que atende ao resultado obtido com o lançamento da moeda, ou seja: do conjunto Z se correu cara ou do conjunto P se ocorreu coroa. Sabendo-se que o número selecionado por Maria é ímpar, então a probabilidade de ter ocorrido coroa no lançamento da moeda é igual a:
a) 6/31
b) 1/2
c) 1/12
d) 1/7
e) 5/6
Resolução:
Problema de aplicação da fórmula do teorema de Bayes. Você pode optar por usar a fórmula, ou então ir para a abordagem frequentista da probabilidade.
1ª solução: abordagem frequentista
Suponha que a gente lance a moeda 60 vezes.
Em 1/6 das vezes dá coroa. Logo, são 10 coroas. Nestas 10 vezes, selecionamos um número entre aqueles do conjunto P: {1, 2, 3, 4}. Metade deles é par e metade é ímpar. Logo, nos dez resultados coroa, temos:
- 5 números pares
- 5 números ímpares
Nas outras 50 vezes, o resultado deu cara. Neste caso, escolhemos um número do conjunto Z: {7, 8, 9, 10, 11}. Neste conjunto, são 3 ímpares e 2 pares. Ou seja, em 40% dos casos teremos resultado par, e em 60% teremos resultado ímpar:
- 0,6 x 50 = 30 resultados ímpares
- 0,4 x 50 = 20 resultados pares
É dado que o número sorteado é ímpar. Logo, estamos diante de um dos 35 casos abaixo:
5 números ímpares obtidos nos lançamentos “coroa”
30 números ímpares obtidos nos lançamentos “cara”
Queremos a probabilidade de coroa. São 5 casos favoráveis em 35. A probabilidade é 5/35
Gabarito: D
2ª solução: aplicando a fórmula
Seja “I” o evento que ocorre quando o número sorteado é ímpar. Seja “K” o evento que ocorre quando o lançamento da moeda resulta em coroa. Seja “C” o evento correspondente a resultado cara.
O exercício nos disse que:
Dando coroa, o conjunto numérico é {1, 2, 3, 4}, que tem metade dos casos sendo números ímpares. Logo:
Dando cara, o conjunto numérico é {7, 8, 9, 10, 11}, que tem 60% dos casos sendo números ímpares. Logo:
Agora aplicamos o teorema:
Multiplicando todos os termos por 6 não alteramos a fração:
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Estatística MPOG parte 3
Trago hoje o terceiro post da série em que resolvemos a prova de estatística do MPOG 2012.
Enunciados:
(Esaf 2012) Do total de moradores de um condomínio, 5% dos homens e 2% das mulheres tem mais do que 40 anos. Por outro lado, 60% dos moradores são homens. Em uma festa de final de ano realizada neste condomínio, um morador foi selecionado ao acaso e premiado com uma cesta de frutas.
Sabendo-se que o morador que ganhou a cesta de frutas tem mais do que 40 anos, então a probabilidade de que este morador seja mulher é igual a:
a) 3/7
b) 8/15
c) 3/15
d) 1/30
e) 4/19
(Esaf 2012) A probabilidade de uma variável aleatória z com distribuição normal padrão estar no intervalo entre -1,96 e 1,96 desvios padrão é igual a 95%, isto é: P{-1,96 < z < 1,96} = 95%.
Sabe-se que uma variável aleatória contínua x tem distribuição normal com média 10 e variância 4. Assim, pode-se afirmar que P{x < 6,08} é igual a:
a) P(x < 13,92)
b) P(x > 13,92)
c) P(z < 1)
d) P(z = 1)
e) P(x = 13,92)
Segue resolução:
sábado, 8 de setembro de 2012
Probabilidade condicional
Hoje respondo a uma dúvida da Cristiane Ferreira. Não sei se é de algum concurso ou não.
Enunciado:
Dados A e B eventos com
calcular:
Resolução.
Antes de tudo, temos que relembrar a fórmula da probabilidade condicional. É a que segue:
Agora aplicamos este resultado à questão.
No numerador temos a intersecção entre dois conjuntos:
- o conjunto “A união com B”
- o conjunto B
Vejam que o segundo conjunto está contido no primeiro. Logo, a intersecção corresponderá ao conjunto menor:
Esse resultado não é tão difícil de entender. Se é dado que o evento B ocorreu, então temos certeza absoluta de que ocorreu o evento A ou o evento B (união). Por isso a probabilidade é 1.
Antes de atacarmos a letra “b”, vamos calcular a probabilidade da união:
Na letra “b”, a primeira probabilidade a ser calculada é:
Aplicando a fórmula da probabilidade condicional:
No numerador, queremos a probabilidade de que o evento “A” não ocorra e o evento “B” também não ocorra.
Isso é exatamente o contrário da união entre A e B. Para ficar mais claro, vejamos o diagrama:
Em amarelo temos a união entra A e B.
Em azul temos a parte do diagrama que corresponde à intersecção entre (A não ocorre) e
(B não ocorre). Os eventos em amarelo e em azul são complementares.
Assim:
Agora podemos voltar no cálculo da probabilidade condicional:
Analogamente:
Por fim, outra forma de resolver a questão é trabalhar com um exemplo numérico.
Considere que tenhamos em uma urna 12 bolas numeradas de 1 a 12.
O evento A ocorre quando extraímos um bola do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
O evento B ocorre quando extraímos uma bola do conjunto {4, 5, 6, 7}
Com isso, vocês podem verificar que:
Se é dado que B ocorreu, então extraímos uma das seguintes bolas: 4, 5, 6, 7.
Logo, temos certeza de que o evento A união com B ocorreu. Temos certeza que alguma bola do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7} foi extraída. Por isso a probabilidade da letra “a” é 1.
Se é dado que B não ocorreu, então é porque foi extraída alguma bola do seguinte conjunto: {1, 2, 3, 8, 9, 10, 11, 12}. A chance de tal bola não pertencer ao conjunto “A” é de 5 em 8. Isso porque são 5 casos favoráveis (ver bolas sublinhadas – de 8 a 12) em 8 possíveis. Por isso:
Se é dado que A não ocorreu, então é porque foi extraída alguma bola do seguinte conjunto: {7, 8, 9, 10, 11, 12}. A chance de tal bola não pertencer ao conjunto “B” é de 5 em 6. Isso porque são 5 casos favoráveis (ver bolas sublinhadas – de 8 a 12) em 6 possíveis. Por isso:
Cris, espero ter ajudado.
Para mais questões comentadas, acesse www.tecconcursos.com.br.
Bons estudos!
Vítor



